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CVA
Centro
de
Vacinação
de
Adultos
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Vacinas
contra
o
tétano
Guilherme
Côrtes Fernandes, Katia de Carvalho
Affonso & Terezinha Marta P.P. Castiñeiras
O tétano é uma doença
imunoprevenível, grave e potencialmente fatal, causada por
uma
toxina
produzida pelo Clostridium tetani, uma bactéria
que pode contaminar ferimentos (mesmo pequenos).
Esta bactéria é encontrada no ambiente (solo, esterco,
superfície
de objetos) sob a forma de esporos (formas de
resistência). Quando
contamina ferimentos, sob condições favoráveis
(presença
de tecidos mortos, corpos estranhos e sujeira), torna-se capaz de
produzir
a toxina
tetânica, que atua em terminais nervosos, induzindo
contrações
musculares intensas.
As primeiras
manifestações do tétano, geralmente
dificuldade de
abrir a boca (trismo) e de engolir, surgem alguns dias após a
inoculação
dos esporos do Clostridium tetani nos ferimentos. Na
maioria
dos casos, ocorre progressão para contraturas musculares
generalizadas,
que podem colocar em risco a vida do indivíduo quando
comprometem
a musculatura respiratória.
1. Quem precisa ser
vacinado contra o tétano?
- Todos. A bacteria causadora do tétano, o Clostridium
tetani,
está presente no ambiente (solo,
esterco, superfície de objetos) sob a forma de esporos (formas
de
resistência).
Como não é possível
eliminar os esporos da
bactéria causadora do tétano do ambiente,
para evitar a doença é essencial que todas
as pessoas sejam adequadamente vacinadas.
2. O risco de tétano existe em qualquer
tipo de
ferimento?
- Existe. Embora o risco de
desenvolvimento de tétano seja maior em
pessoas não vacinadas com feridas sujas, mal cuidadas ou com
corpos
estranhos (terra, pó de café, madeira, metais), pode
ocorrer tétano
até mesmo sem um ferimento aparente (10% a 20% dos casos). Isto
torna a vacinação essencial,
independente
da
ocorrência
de ferimentos.
3. Que vacinas
existem contra o tétano?
- As mais comumente utilizadas são:
. DTP
e DTPa (proteção contra difteria,
tétano e coqueluche)
. dT
(proteção contra difteria
e tétano)
. ATT
(proteção contra o tétano)
4.
É
melhor ser vacinado com a ATT, que é
exclusiva contra o tétano,
ou com a dT (contra tétano e difteria)?
- Com a dT. A vacina dupla (dT), composta pelo
toxóide
tetânico e pelo diftérico, é tão segura e
eficaz
quanto a vacina antitetânica isolada (ATT). A difteria,
assim
como
o tétano, é uma
doença grave que pode ocorrer
em pessoas de qualquer idade e que pode ser facilmente evitada com o
uso
da vacina. Desta forma, o ideal é que tanto o esquema
básico,
quanto os reforços sejam feitos com dT, mesmo quando a
imunização é iniciada
em Hospitais
de
Emergência.
5. Qual a
composição das vacinas contra
o tétano?
- Todas as vacinas
antitetânicas, além dos componentes
contra
as outras doenças, são produzidas a partir da toxina
tetânica inativada
que
atua como antígeno que estimula a produção de
anticorpos.
Além disso contém timerosal (Mertiolate®) como
estabilizador, hidróxido de alumínio como adjuvante
vacinal.
6. Por que se ouve
falar tanto em "alergia à injeção
antitetânica"?
- Estas reações devem-se
geralmente ao soro
antitetânico e
não à vacina. O soro antitetânico é,
geralmente,
produzido a partir de cavalos e administrado também por via
intramuscular,
de forma semelhante à vacina. O soro é utilizado em
pessoas
não vacinadas ou que não têm certeza de terem
recebido
a vacina antitetânica. As reações ao soro são
muito mais comuns e estão associadas a presença de
proteínas
de origem animal (cavalo) existentes em sua composição.
Quem
tem a vacinação completa e com reforços em dia não
precisa receber o soro antitetânico, o que diminui os
riscos
de reação.
7. A vacina contra
tétano e difteria (dT) pode
causar reações?
- Pode, como qualquer outra vacina,
mas as reações
são
habitualmente brandas, quando ocorrem. As mais comuns (dor,
vermelhidão
e induração) são relacionadas ao local de
aplicação
da vacina, que é intramuscular. Eventualmente, pode ocorrer
febre
nas primeiras 72 horas após vacinação.
Reações
alérgicas graves (anafilaxia) são raras.
8. A
vacinação contra tétano
e difteria
é igual para crianças e adultos?
- Não. O esquema básico
de vacinação na
infância
começa no primeiro ano de vida. É feito com três
doses
de DTP (vacina contra tétano, difteria
e coqueluche, adequada para crianças), aos dois, quatro e seis
meses,
seguindo-se de um reforço aos 15 meses e outro entre quatro e
seis anos de idade.
A partir daí, a cada
dez anos,
deve ser feito um reforço
com dT (vacina contra tétano e difteria,
adequada
para
adultos), para assegurar proteção adequada.
- Os adultos que nunca foram
vacinados contra tétano (grande
parte da população adulta nunca foi, ou desconhece que
tenha
sido vacinada) deve receber três
doses da vacina dupla de
adulto (dT) para
proteção contra o tétano e
a difteria,
respeitando-se
o
intervalo
mínimo de 30 dias entre as doses. Depois de
completada
a série de três doses, é necessario apenas uma dose
de reforço a cada dez anos, para manter a proteção
adequada.
- Crianças ou adultos que
iniciaram a
vacinação,
e interromperam em qualquer época, devem completar as doses até
a
terceira, independente do tempo decorrido. A partir daí, o
reforço deve ser feito a cada dez anos.
9. Quem
está sem o reforço da antitetânica
há mais de 10 anos, mas tem vacinação
completa,
precisa
repetir as três doses?
- Não. Basta um reforço,
uma vez que apenas uma dose
é capaz de recuperar a imunidade completamente. O reforço
com dT deve ser
administrado a cada dez anos para evitar que, em
algum momento, o indivíduo não esteja adequadamente
protegido.
Entretanto, se o tempo transcorrido for superior, não é
necessário
repetir
as três doses da vacina.
10. As gestantes
podem ser vacinadas?
- Podem e devem. As
gestantes que nunca foram
vacinadas,
além de estarem desprotegidas não passam anticorpos para
o filho, o que acarreta risco de tétano neonatal
após o nascimento da criança.
A vacinação é feita como a de qualquer adulto, com
a vacina dT (três
doses),
que
pode ser administrada com segurança
durante a gravidez. É recomendável que, de acordo com o
tempo
disponível, se possível a terceira (ou pelo menos a
segunda dose) seja administrada até duas semanas da data
prevista
do parto, visando a passagem de elevados títulos de anticorpos
para
o concepto. Deve-se programar a 3a dose para as mulheres que fizeram
apenas
duas doses durante a gestação (seis a doze meses
após
a 2a dose).
11. Existe alguma
situação na qual
é necessário antecipar o reforço contra o tétano?
- Sim. Em duas situações,
e apenas quando a última
dose foi a mais de cinco anos. A primeira, refere-se aos
indivíduos
com ferimentos de alto risco
para o tétano. A segunda,
às gestantes,
que devem receber um reforço no sétimo mês de
gestação,
para garantir proteção adequada para o bebê contra
o risco de tétano neonatal.
- A antecipação do
reforço sem
indicação
precisa, além de ser tecnicamente desnecessária aumenta o
risco de efeitos adversos.
12. Para evitar o tétano basta estar vacinado?
- Não. A
vacinação completa reduz muito o risco de tétano,
mas é necessário lavar o ferimento com água e
sabão,
e procurar retirar corpos estranhos (terra, fragmentos de madeira).
Caso
a pessoa não esteja vacinada adequadamente, pode ser
necessário
que, além da vacina, receba também imunização
passiva (imunoglobulina antitetânica ou, apenas na
sua falta, soro antitetânico). Para as pessoas não
vacinadas, é importante completar a vacinação
antitetânica
iniciada nos Hospitais
de
Emergência,
até a terceira
dose (com intervalo mínimo de um mês), nos Centros
Municipais
de
Saúde.
Atualizado em 29/10/2006, 10:45h.
| O Cartão de Vacinação
é
um documento de comprovação de imunidade, sendo
responsabilidade
das Unidades de Saúde emití-lo ou
atualizá-lo
por ocasião da administração de qualquer vacina.
Deve
ser guardado junto com os documentos de identificação
pessoal.
É importante que seja apresentado nos atendimentos
médicos
de rotina e fundamental que esteja disponível nos casos de
acidentes. |
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