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Centro de Vacinação de Adultos

Vacinas contra a febre tifóide

Terezinha Marta P.P. Castiñeiras, Luciana G. F. Pedro & Fernando S. V. Martins

A febre tifóide é uma doença com distribuição mundial, sendo mais freqüente em regiões com condições deficientes de saneamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, nenhum país exige a vacinação contra febre tifóide para concessão de vistos.

Tipos de vacina

As vacinas atualmente disponíveis  contra a febre tifóide apresentam baixa eficácia e não devem ser recomendadas de forma indiscriminada. Quando o risco de infecção é muito elevado, a utilização de uma das vacinas, como medida complementar, deve ser avaliada individualmente após consulta médica. Indivíduos, portadores de doenças crônicas intestinais, gastrectomizados, com diminuição da acidez gástrica, em uso de antibióticos ou imunodeficientes, têm um risco maior de adquirir a doença. . Em 2008 foi liberada e pode ser encontrada no Brasil a vacina injetável contra febre tifóide (não disponível nos Centros Municipais de Saúde).

Vacinas contra a febre tifóide:
tipo, via de aplicação, número de doses e eficácia

Tipo de vacina
Aplicação
Doses
Intervalo 
Eficácia
Inativada, contendo polissacarídeo Vi
Subcutânea
Dose única
-
64-72%
Atenuada, contendo
bactérias da cepa Ty21a
Oral
3 ou 4
1 dia
40-90%
 
Efeitos colaterais

A vacina polissacarídica é bem tolerada. As reações mais comuns são dor no local da aplicação, febre e dor de cabeça. Apenas raramente ocorrem efeitos colaterais com o uso da vacina oral,  basicamente  manifestações gastrintestinais discretas (náuseas, desconforto abdominal e diarréia leve).

Contra-indicações

Pessoas com antecedentes de reação alérgica à vacina contra a  febre tifóide não devem receber a dose subseqüente. É prudente adiar a vacinação de pessoas com febre (até que esta desapareça), casos de doenças agudas ainda sem diagnóstico e doenças crônicas descompensadas.

Como regra geral, gestantes e imunodeficientes (Aids, infecção pelo HIV, neoplasias ou em uso de corticoterapia, quimioterapia ou radioterapia) não podem utilizar vacinas vivas atenuadas, portanto não devem usar a vacina oral contra a  febre tifóide. O uso de antibióticos ou drogas antimaláricas (proguanil e mefloquina) pode reduzir a eficácia da vacina a vacina oral.
 
O Cartão de Vacinação é um documento de comprovação de imunidade, sendo responsabilidade das Unidades de Saúde emití-lo ou atualizá-lo por ocasião da administração de qualquer vacina. Deve ser guardado junto com documentos de identificação pessoal. É importante que seja apresentado nos atendimentos médicos de rotina e fundamental que esteja disponível  nos casos de acidentes.

Disponível em 27/08/2003, 18:59 h. Atualizado em 28/09/2008, 19:31 h.

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