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CVA Centro de Vacinação de Adultos |
Terezinha Marta P.P. Castiñeiras & Fernando S. V. Martins
A poliomielite é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus (sorotipos 1, 2 e 3), que pode determinar paralisia flácida (permanente ou transitória) ou óbito. A infecção é mais comum em crianças ("paralisia infantil"), mas também ocorre em adultos.
As vacinas disponíveis, Sabin (oral, com vírus atenuado) e Salk (injetável, com vírus inativado), produzem imunidade contra os três sorotipos do poliovírus e têm eficácia comparável. A Sabin é a vacina utilizada em imunizações de rotina no Brasil. Os indivíduos que recebem a Sabin elimininam os vírus junto com as fezes por cerca de seis semanas, o que pode levar a uma "vacinação" secundária de outras pessoas.
Os indivíduos saudáveis que recebem a Sabin podem, raramente, desenvolver poliomielite induzida por mutação ("reversão) dos próprios vírus atenuados componentes da vacina, principalmente quando recebem a primeira dose. A poliomielite vacinal tem evolução clínica idêntica à causada pelo vírus "selvagem", podendo causar paralisia flácida (permanente ou transitória) ou, eventualmente, evoluir para o óbito. O risco de poliomielite vacinal é maior em adultos e pessoas com imunodeficiência, causada por qualquer doença ou medicamento.
A vacina oral contra a poliomielite não deve ser utilizada em pessoas com imunodeficiência (inclusive portadores assintomáticos de HIV) e nem em contactantes desses indivíduos. Os indivíduos com imunodeficência, além do risco maior de poliomielite vacinal, podem eliminar o vírus pelas fezes por períodos prolongados (meses, anos), o que facilita a ocorrência de mutação ("reversão") e constitui um risco para pessoas não vacinadas. Em uma situação de baixa cobertura vacinal na população, o vírus vacinal mutante pode levar a uma epidemia de poliomielite, como já ocorreu no Egito (1983-1993) e, atualmente, ocorre na República Dominicana e no Haiti.
Os adultos que nunca foram vacinados, quando viajarem para áreas de risco (como o Continente Africano), devem receber, preferencialmente, pelo menos nas duas primeiras doses, a vacina com o vírus inativado (Salk), pelo risco de polio vacinal, que embora pequeno, é maior neste grupo do que em crianças.
Recomendações para vacinação contra a poliomielite
| Situação vacinal | Recomendação | Intervalo entre as doses * (mínimo recomendado) |
| Vacinação completa | 1 dose suplementar |
- |
| Vacinação incompleta | completar até a terceira dose** | 6 semanas (Sabin) 4 semanas (Salk) |
| Não vacinado | 3 doses** | 6 semanas (Sabin) 4 semanas (Salk) |
| O Cartão de Vacinação é um documento de comprovação de imunidade, sendo responsabilidade das Unidades de Saúde emití-lo ou atualizá-lo por ocasião da administração de qualquer vacina. Deve ser guardado junto com documentos de identificação pessoal. É importante que seja apresentado nos atendimentos médicos de rotina e fundamental que esteja disponível nos casos de acidentes. |
Atualizado em 29/12/2000, 07:55 h
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